O vento desfez cachos e cachos voaram para outros ares
Desmancharam as luzes e cores do inverno
para enroscar nessa gota d’água de meio céu
Puxou pra baixo uma duas três talvez
E arrancou de vez o pretume do céu de janeiro
Não há teto cinza de poeira que não se desfaça a um pedido seu
Des-cacheam novelo fio a fios de queda
e a trança molha todos pés plantas raiz
Até atingir a alma das crianças
E fazer dos braços outros galhos a figurar fonte
A ofertar numa dança de carne de ossos de pedras
Danço em curvas para mergulhar na cabeça o seu nome
E espero o fundo do mundo me levar.
5 comentários:
me afoguei
hmmmmmm... o fim do mundo leva tudo.
me puxa esse fio?
"desabotoa a minha gola:"!!!!
Eu me deixo ir nessas danças, tropeço, mas pego o ritmo
se o fundo do mundo já tiver essa beleza do levar, já basta a vida!
Belo como sempre!
beijo
Não tem como não ficar enrolada, de encanto...
Beijos doces
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