segunda-feira, 9 de novembro de 2009

canção




O vento desfez cachos e cachos voaram para outros ares
Desmancharam as luzes e cores do inverno
para enroscar nessa gota d’água de meio céu
Puxou pra baixo uma duas três talvez
E arrancou de vez o pretume do céu de janeiro
Não há teto cinza de poeira que não se desfaça a um pedido seu
Des-cacheam novelo fio a fios de queda
e a trança molha todos pés plantas raiz
Até atingir a alma das crianças
E fazer dos braços outros galhos a figurar fonte
A ofertar numa dança de carne de ossos de pedras

Danço em curvas para mergulhar na cabeça o seu nome
E espero o fundo do mundo me levar.

5 comentários:

Marcelo Mayer disse...

me afoguei

nina rizzi disse...

hmmmmmm... o fim do mundo leva tudo.
me puxa esse fio?
"desabotoa a minha gola:"!!!!

Katrina disse...

Eu me deixo ir nessas danças, tropeço, mas pego o ritmo

.raphael. disse...

se o fundo do mundo já tiver essa beleza do levar, já basta a vida!

Belo como sempre!
beijo

Maria disse...

Não tem como não ficar enrolada, de encanto...

Beijos doces

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